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Comunidade brasileira no Japão crescendo em 2016

Comunidade brasileira no Japão crescendo em 2016

Fluxo de brasileiros chegando no Japão está aumentando. Será uma tendência para os próximos meses? Crise no Brasil e economia estável do Japão são incentivos para os nikkeis.

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Aeroporto de Guarulhos, conhecido pelos brasileiros que vêm ao Japão

Nos últimos meses temos notado um aumento de brasileiros chegando ao Japão, através de relatos de comerciantes, empresas de RH, agências de viagens e até das escolas brasileiras.

situação econômica no Brasil é um dos principais motivos deste aumento de brasileiros chegando ao Japão. Os telejornais falam diariamente de crise econômica e política, eprojeções nada otimistas para os próximos meses ou até anos. Em contrapartida, o Japão está em uma boa fase econômica, com muitas vagas de emprego disponíveis dependendo da região.

Segundo dados do Ministério da Justiça do Japão (Houmusho), nos 5 primeiros meses de 2016, o número de entradas de brasileiros no Japão foi de 30,062 pessoas e saídas de brasileiros totalizaram 23,244 pessoas (o número de saídas no mês 5 é estimado) ou seja,6,800 brasileiros a mais no Japão nos primeiro 5 meses de 2016. Se perdurar este fluxo até o fim do ano haverá um acréscimo de 15 a 20 mil brasileiros na comunidade aqui do Japão.

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Fonte: Estatísticas do Ministério da Justiça. * o número de saídas em maio é estimado pela média dos meses iniciais.

Apenas no mês de Abril o número de saídas se aproximou ao de entradas, devido ao término do ano letivo japonês e retorno de famílias muito comuns neste período.

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Aeroporto de Nagoya – Uma das principais portas de entrada de brasileiros no Japão

Será que este aumento de brasileiros continuará?

Uma das formas que muitos brasileiros vêm ao Japão é através de parentes ou amigos, que compram e pagam as passagens aqui no Japão. A Alfainter emitiu pelo menos 100 passagens aéreas Brasil/Japão nos meses iniciais deste ano, e no período atual registrou aumento de pedidos. “Temos recebido consultas diárias de pessoas do Japão querendo trazer parentes do Brasil” – disse a representante da Alfainter.

O aumento de brasileiros também foi sentido nas escolas. A rede Alegria de Saber, que opera em diversas cidades no Japão,  relatou um aumento este ano de alunos matriculados. “Em nossas unidades, recebemos muitos alunos que vieram do Brasil este ano, e temos informações que mais famílias estão chegando ao Japão” – informou Ronaldo Sugimoto da rede EAS.

Segundo Joji Teshigahara, da empresa de RH Saisho, em 2016 quase 200 pessoas foram contratadas diretamente do Brasil, principalmente para trabalhar em fábricas de alimentícios em Aichi. E segundo a empresa, entre os que vieram, muitos são empresários que fecharam as portas no Brasil devido à recessão econômica e vieram ao Japão. “Nossa projeção é aumentar as contratações de pessoas vindas diretamente do Brasil, já temos vagas e infraestrutura”.

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Aeroporto de Narita em Tóquio

A Sankyo Techno Staff está recebendo regularmente 30 novos funcionários por mês este ano,  a maioria encaminhada para Fukui-ken. Mas caso o fluxo aumentar, a empresa está preparada. “O perfil das pessoas que chegam do Brasil é diferente. Temos que buscar vagas com horas extras, pois as despesas iniciais são altas. Precisamos de condições específicas para este perfil de trabalhador” – disse Nakazawa Kiyoshi, da Sankyo. A empresa trabalha com projeções de crescimento de trabalhadores nos próximos meses.

O comércio em geral ainda não sentiu aumento em vendas devido a este aumento de brasileiros no Japão, por ainda não ser um número expressivo.

Mas se a tendência de aumento continuar, será que chegará ao auge da comunidade, quando mais de 300 mil brasileiros moravam no Japão? Apenas os próximos meses poderão dizer.

Brasileiros chegando ao Japão

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Beto e família

Beto Kiguchi, paranaense  de 33 anos, viveu 8 anos no Japão foi em 2006 para o Brasil. Inicialmente trabalhou como serralheiro e nos dois últimos anos abriu uma cozinha onde fazia 120 marmitas por semana. Com o início da recessão as vendas começaram a cair e depois das eleições despencou para 40 marmitas por semana.
Ele então fechou o negocio e voltou para o Japão deixando a esposa e filhos no Brasil. Na volta para o Japão a adaptação foi fácil apesar do choque cultural inicial.
Ele está há dois meses no Japão residindo em Nishio (Aichi), trabalhando em uma fábrica de autopeças.
“Eu não culpo só o governo pelo meu retorno, tive problemas de saúde na família onde gastei muito. Eu culpo pela falta de ajuda na saúde pública. Eu tinha que viajar 130 quilômetros e ainda pagava 350 reais de consulta e mais os exames.”

Por Redação Portal Mie e dados do Ministério da Justiça. Imagens: Image Bank

 

Fonte: http://www.portalmie.com/atualidade/noticias-do-ja